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Brasileiros abandonam papel e buscam notícias nas redes: confiança na imprensa ainda resiste, revela relatório

O jornal impresso está cada vez mais distante da rotina dos brasileiros.

Redação
Por: Redação
21/06/2025 às 11h12 Atualizada em 21/06/2025 às 19h06
Brasileiros abandonam papel e buscam notícias nas redes: confiança na imprensa ainda resiste, revela relatório

Segundo o Digital News Report 2025, divulgado pelo Reuters Institute da Universidade de Oxford, apenas 10% dos entrevistados no Brasil ainda se informam por meio de veículos impressos. A tendência acompanha o declínio global da mídia tradicional — nos Estados Unidos, o número é ainda menor: 7%.

A pesquisa confirma o que já se sente no cotidiano: o consumo de notícias está cada vez mais digital e impulsionado pelas redes sociais. No Brasil, 35% dos entrevistados disseram preferir mídias digitais para se manterem informados, taxa que supera a de países com níveis semelhantes de conectividade.

Com 86% da população conectada à internet e uma média diária de 3h37min nas redes sociais — a terceira maior do mundo — o Brasil se destaca como um dos ambientes digitais mais intensos do planeta. Plataformas como YouTube, Instagram, TikTok e até influenciadores digitais já figuram entre as principais fontes de informação, especialmente para os mais jovens.

Apesar do avanço da digitalização e da presença marcante das redes, o país mantém um nível de confiança na imprensa superior à média mundial: 42% contra 40%. O índice supera inclusive o de países como França (29%) e Estados Unidos (30%).

Entretanto, a pesquisa alerta para um fenômeno preocupante: cresce o número de pessoas que evitam deliberadamente o noticiário — seja por razões emocionais, cansaço diante do excesso de conteúdo ou por desconfiança das fontes. Soma-se a isso a crescente dificuldade da população em distinguir o que é verdadeiro do que é desinformação, problema agravado pelas dinâmicas das plataformas sociais e pelo uso crescente de tecnologias de inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdo.

A edição 2025 do relatório reforça a urgência de fortalecer o jornalismo de qualidade, ampliar a educação midiática e buscar caminhos éticos e transparentes para o uso da tecnologia na comunicação.

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