
O Instituto Moreira Salles (IMS) em São Paulo apresenta, até o dia 7 de setembro de 2025, a exposição “Luiz Braga – Arquipélago Imaginário”, uma imersão visual no universo amazônico a partir do olhar sensível e original do fotógrafo paraense Luiz Braga. A mostra reúne 258 fotografias, sendo 190 delas inéditas, distribuídas em dois pavimentos do IMS Paulista, em uma narrativa que atravessa cinco décadas de produção fotográfica.
Nascido em Belém, em 1956, Luiz Braga iniciou sua carreira na década de 1970 com registros em preto e branco. Ao longo do tempo, incorporou o uso expressivo da cor e da luz como elementos centrais de sua linguagem. Seu trabalho revela o cotidiano da vida ribeirinha, os interiores das casas, os gestos e rituais dos povos da região amazônica — tudo registrado com profunda empatia, respeito e escuta.
A curadoria, assinada por Bitu Cassundé, com assistência de Maria Luiza Meneses, opta por uma apresentação ensaística em vez de cronológica, organizando as obras como quem navega por um arquipélago. A exposição se articula como um percurso poético por imagens que revelam tanto a beleza quanto a complexidade da vida na Amazônia.
Entre os destaques, estão fotografias realizadas com câmeras de infravermelho, registros noturnos da floresta e retratos espontâneos que subvertem os olhares convencionais sobre a região.
“Esta mostra é uma grande cartografia de vidas… é através dela que vejo o invisível, escuto o outro e a mim mesmo, e abraço a vida com os olhos”, afirma Luiz Braga.
A exposição conta também com uma programação paralela de encontros, conversas com o artista e ações educativas. Entre elas, destacam-se a roda de conversa “Rio, ilha, margem”, realizada em junho, e o programa “Arquipélago Educativo”, voltado à mediação com o público.
A visitação é gratuita e aberta ao público de terça a domingo, das 10h às 20h, no IMS Paulista (Av. Paulista, 2424 – São Paulo/SP).
“Luiz Braga – Arquipélago Imaginário” é mais do que uma exposição: é um convite a enxergar o Brasil profundo com um olhar generoso e cheio de cor. Uma experiência que sensibiliza, provoca e inspira — como a boa fotografia deve ser.